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Cobra Norato GoeldiEm 1991, o Arte Pará comemorava 10 anos de sucesso. Porém, no Brasil, eram tempos difíceis para o mercado. Os artistas eram vistos como fardo para as instituições culturais. Muitos deles só conseguiam expor, utilizando recursos próprios.
Em meio às lutas que ocorriam no país – algumas delas, inclusive, sociais – a Fundação Rômulo Maiorana, idealizada pelo jornalista e empresário, Rômulo Maiorana, possibilitava ao artista do Norte a descoberta, evidência e premiação do talento. Algo que não se pensava, em termos regionais.
O paraense Margalho Açu ganhava o Grande Prêmio com a obra “Queimada”, cuja técnica mista lembrava a concepção de uma cobra exposta e armada com duas línguas de borracha.
Os Prêmios Aquisição haviam sido contemplados para Acácio Sobral, Elza Lima, Flávya Mutran, Jair Júnior, Lilás Valente, Marinaldo Santos, Ribas, Sirlene Siqueira e Rosana Palazyan.
Já entre os artistas selecionados, estavam: Emmanoel Franco, Guy Veloso, Klinger Carvalho, Mistral, Nina Mattos, Octávio Cardoso e muitos outros.
Foi, realmente, uma etapa em que o Arte Pará tinha muito o que comemorar, a Sala Especial havia sido concebida para homenagear artistas brasileiros que tinham feito parte da história da arte contemporânea no Pará, como: Oswaldo Goeldi, Flávio Shiró, Cildo Meireles, Emmanuel Nassar, Luiz Braga e Paulo Paes.
Texto: Fabrícia Sember
Foto: Reprodução