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Marinaldo Santos

A dor e os desdobramentos do artista – para manter viva a própria criatividade – foi tema do Arte Pará de 1999. Naquele ano, a comissão julgadora foi composta por Carlos Bratke, Cláudio Edinger, Daniela Bousso, Lydia Souza e Moacir dos Anjos, que concederam, ao paraense Marinaldo Santos (Icoaraci, 1961), o Grande Prêmio. Uma justa recompensa, uma vez que o trabalho do artista caminhava ao encontro da discussão sugerida na época: criatividade e originalidade.
“Ligações clandestinas”, “Torre” e “Aparelho de fazer gelo medidor de luz” foram os trabalhos dignos da maior premiação do salão. Neles, o artista recriava a própria história, a vida e o cotidiano da cidade em que vivia, utilizando material reciclável encontrados nas ruas e no lixo.
E, como disse o jurado Bratke: “Em um país onde se vê muita originalidade e pouca criatividade, é uma grata surpresa o conhecimento da obra de Marinaldo… Vermos que, com tão pouco custo, mas com muita proficuidade, pode-se atingir objetivos maiores”, elogiou o arquiteto.

Texto: Fabrícia Sember
Foto: Reprodução